A Dor que o espelho me causa…

Oi, oi, magreletes, como vão? Espero que todas estejam firmes e fortes em rumo à autoestima e emagrecimento.
Vou confessar que hoje li um comentário da Garota Plus Size no meu post anterior, que me tocou profundamente. Dizia o seguinte:

“cuidar da autoestima no processo de emagrecimento é muito importante. A gente lembra de emagrecer, mas acaba esquecendo do resto.. “

Vou explicar porque desse post: Achei a frase acima providencial.
Estou nostálgica há alguns dias (acho que foi o final de ano – risos). Fiquei pensativa após fazer bem mais que um “balanço anual” da minha vida. Fiquei triste por não conseguir encontrar onde me perdi. Eu era tão vaidosa… cadê minha vaidade? Onde ela se perdeu? Eu não sei… nem mesmo lembro onde ela começou se perder. A gente se acostuma a tudo mesmo. Se acomoda. Por isso, acho que minha inscrição nesse desafio de autoestima, vai me fazer bem. É a chance que tenho de começar a reaprender a me cuidar, me amar, me reencontrar…

Estou dividindo isso com vocês, porque gosto de ser o que sinto.

Tive ontem minha primeira aula de dança do ventre. As meninas me receberam super bem. Aliás, uma nota mental: Gosto daquela academia, porque não preciso ficar na esteira, nem fazendo só musculação. Há  diversas aulas paralelas em que eu opto ficar e que substituem de maneira eficaz. Além disso, jamais me senti excluída por algum professor, por não ser “a gostosa”. Quem é gorda e já passou por várias academias, deve saber bem do que estou falando…

A questão é: a aula de dança do ventre nos obriga a se olhar no espelho. E foi nessa que caí na real. Eu realmente fiz a escolha certa. Precisava me olhar daquela maneira para perceber tudo o que realmente me incomoda em mim e que quero mudar. Doeu. Doeu muito ficar olhando a imagem que eu construí ‘desastrosamente’ e foi difícil conter a tristeza. Segurei firme minha vontade de gritar, de dizer que eu estava feia, a vontade de desistir de mim… Por diversas vezes eu quis sair correndo dali e me enfiar num quarto escuro, encolhida num canto qualquer…

Neste dado momento, eu choro minhas angústias, meu medo de sucumbir, de não conseguir. Eu quero muito conseguir e estou disposta fazer de tudo para me amar de novo. É ruim demais se sentir assim. Eu tenho um marido que me ama e que me deseja, mas ainda assim, não consigo me sentir completa. Porque me falta um amor. O meu amor por mim mesma.

Desculpem não estar fazendo as postagens do projeto “Pense Magro”, mas é que eu precisava desabafar e tirar isso de mim. Agora é levantar a cabeça e seguir em frente, porque amanhã é um outro dia e tudo vai ser diferente!

Um beijo e obrigada pelo apoio de sempre.

10 Comentários


  1. Oi Cintia
    Li seu desabafo com lágrimas nos olhos. Estava hoje comentando o blog da Bruna (http://foconara.blogspot.com/) e pensei justamente na sua grande interrogação: onde foi que me perdi? Em que momento passei a me maltratar tanto a ponto de me transformar em algo que eu nao gosto (fisicamente)?

    Na verdade essas duvidas rondaram minha cabeça por muito tempo, e quanto menos eu via a resposta, mais eu me maltratava. E finalmente um dia ela veio, cristalina na minha frente. E não foi nada bom, pois me envergonhei muito, tanto que por um tempo preferi não ter a consciência do problema.

    Encurtando a história, eu não me permitia ser feliz, eu me achava tão mínima que nem a felicidade me era justa e como um castigo eu me sabotava. E me sabotava não só com o peso, o problema era bem mais amplo.

    Pra mudar o principal foi, e tem sido, cuidar da minha autoestima, ainda fragilizada. Estou tendo que reconstruí-la do zero e o processo está sendo ótimo. E como passo importante ´preciso emagrecer.

    Estou sozinha há anos, mas aprendi a lutar com as armas que tenho e me achar desejável. Aprendi a me olhar mais, no sentido de ver o que eu realmente sou, do que eu verdadeiramente gosto, me conhecer… Agora acho que estou pronta pra perda de peso.

    E foi bom ler seu desabafo também por perceber que não estou sozinha nesses pensamentos, pq é mt ruim sentir tudo isso, não conseguir explicar e ainda achar que só vc sente isso.
    Parabéns pela academia, e desculpe pelo também desabafo na resposta…
    Obrigada por esse momento!
    Bjinhos,
    Pri.

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  2. Bom dia flor, me identifiquei muito com seu texto/sentimento, quando tirei essa semana as fotos para o desafio boa menina, e parei por alguns segundos para olhar, não reconheci o que vi estampado ali naquela foto, é um sentimento horrivel, de dor mesmo!
    Mas se Deus quiser vamos vencer essa dor, e superar essa fase, vamos vencer!
    Conte comigo flor, Deus abençoe o seu dia, bjao

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  3. Poxa, meninas. Que bom tê-las por perto. Saber que não estou sozinha nessa me deu até um alívio. As vezes me sentia um ET…

    Pri, não tenho absolutamente nada em desculpar pelo seu desabafo, pelo contrário, ele me ajudou muito. Você é uma vitoriosa! Obrigada por sempre estar por perto. Vamos conseguir. A gente merece!

    Diane, você é um doce. Agradeço as palavras de otimismo e por estar compartilhando comigo suas experiências. Um beijo.

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  4. Não é facil manter a auto estima quando os numeros da balança não são os mesmos.
    É um sentimento horrivel ver aquela foto que vc está linda e ver como está.
    Iniciei minha meta de emagrecimento após perceber que estavaa ficando cada vez menos vaidosa, e cada vez mais triste, fazendo até eu me afastar de alguns amigos e ter menos vontade de sair de casa ;((

    Mas estou com foco, força e fé e sei que vou voltar ao meu manequim anterior com toda a minha vaidade.
    Não só eu, como vc tbm!

    Beijos

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  5. Oi Cintia
    NÓS somos vitoriosas, acho que cada uma que esta aqui compartilhando esse processo já é vitoriosa. Conseguir escrever sobre essas coisas não é fácil, acho que assumir esses sentimentos também não, e já estamos dando passos fundamentais para nosso sucesso.E só consegui me incluir nesse grupo depois de ler seu comentário, sinal de que preciso estar vigilante quanto à autoestima.

    Lendo os blogs de todas que estamos nessa luta tenho tido uma outra visão da obesidade e da dificuldade de emagrecer. Não consigo ainda transformar em palavras essa nova impressão, mas tem sido um processo mt esclarecedor. Parece que todas nós, em algum momento, nos perdemos de nós… não sei explicar.

    Ah, estou curiosa para saber o segredinho da GB, está prometido! 😉

    Bjinhos,
    Pri.

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  6. Oi Cintia

    Olha só, é bom voce estar repensando tudo, se fazendo essas perguntas pois é sinal de que está insatisfeita e deseja mudar…é duro nos olhar e ver como chegamos naquele ponto…porque nos abandomanos daquela forma…acho sinceramente faz parte do processo, do se conhecer, se aceitar e se amar de novo…
    a caminhada é lnga mais vamos chegar lá

    beijos

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  7. Essas poderiam ser as minhas palavras. Há uns anos não saía de casa sem brincos, aneis, colares, pulseiras e maquilhar-me.
    Não me reconheço mais.
    Mas chega de lamentar, está na hora de mudar isso! Cintia querida nos próximos posts quero uma foto tua toda cuidada, valeu?
    Bjs

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  8. Oi Cíntia, tbm entendi o que você quiz dizer. Faço dança do ventre tbm e como sofro para me ohlar no espelho. Fujo, vou lá pra tás…Acabo sempre dando um jeitinho de ficar longe dele, porque DOÍ!!! Amiga Como DoÍ!!! Você ter que encarar de frente e dizer, não era nada disso que queria pra mim!!! Mas não desanima não!! A dança do ventre ajuda pacas!! E você vai ver que de tanto ficar lá olhando no espelho para fazer os movimentos, você acaba gostando mais de você e se aceitando, começa a mudar a forma como você se vê. Não sei como começa…mas vc olha e fala, hun…o peso ainda não é o que eu quero, mais meu oito tá tão bonito, olha como fiquei bem fazendo isso e ai o negocío vai que vai…rsrsrs Beijos

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  9. Agora é levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. E continue se olhando no espelho na aula de dança, só que a partir de agora com o mesmo carinho que você dedica aos outros. Verá um monte de coisas bonitas em você. Trate-se com o carinho e o respeito que você merece.
    Bjs,

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