Meu Diagnóstico: O que é a Distimia?

Hoje, aos 34 anos, finalmente estou recebendo a ajuda necessária para uma espécie da depressão que vem se arrastando há quase 05 anos.
Atravessei uma fase complicada, que me levou à depressão, causada por grandes conflitos internos. Somente quando minha autoestima ficou seriamente abalada que eu resolvi ir atrás de ajuda! Antes tivesse ido atrás logo que percebi a mudança…

Sério, gente: não façam isso… se eu tivesse me dado conta antes de quanto o tempo é precioso, teria ido buscar ajuda profissional assim que comecei a mudar meu comportamento. Juro que no começo eu não percebia que estava mudando. Mas quando comecei a me dar conta de que eu estava com o humor alterado, devia ter ido ao médico!

Reiniciei a psicoterapia e isso tem me feito um bem danado! Segundo o meu psiquiatra, esses encontros semanais com a minha psicóloga, farão toda a diferença no meu tratamento e eu decidi dividir com vocês o meu diagnóstico, porque ele também me explicou, que essa doença é perigosa (podendo levar à depressão profunda) e, é muito mais comum do que as pessoas imaginam.

Distimia: esse é o nome da “marvada!”

Distimia ou Transtorno Distímico é um tipo de depressão crônica que tem como principais sintomas: irritabilidade, mau humor, pessimismo, distúrbios do sono e compulsões causadoras de obesidade.

Meu psiquiatra explicou que a distimia é pouco conhecida e, apesar de comum, torna o diagnóstico difícil por ser facilmente confundida por comportamento de gente mau humorada.

Sem tratamento, com o passar do tempo os sintomas se potencializam, levando a pessoa a ter um convívio social insuportável. Aos poucos, a pessoa vai perdendo o interesse pelas coisas que gostava de fazer, vai perdendo a capacidade de fazer coisas simples como organizar a casa ou mantê-la limpa, vai diminuindo a libido, até que o sexo com o parceiro se torne impossível, a pessoa se isola sempre que pode, levando ela aos poucos, ao afastamento de sua vida social e da família, depressão profunda e até morte!

Eu estou tomando um anti-depressivo. Terei de tomá-lo por 2 semanas e depois, será inserido um aumento na dose, em conjunto com um outro componente químico que segundo meu médico, melhorará o meu bem estar e qualidade de vida.

Obs.: Por questões éticas eu não cito nomes de medicamentos no blog.

Tentei explicar de maneira simples de compreender e, abaixo deixarei 2 vídeos cujos conteúdos estão bem completos e explicativos.

De verdade amig@s: se desconfiar que possui essa doença ou, se convive com alguém que possuí os sintomas, procure um psiquiatra o quanto antes, porque ela não se cura sozinha. Muito provavelmente a pessoa precisará de medicamentos (já que se trata de uma alteração na química cerebral).

Bom, é isso. Espero ter ajudado alguém de alguma forma.
Se puder, repasse esse post. Você poderá estar levando uma luz para alguém com ele.
Fé em Deus e pé na taba!

12 Comentários


  1. nossa! não conhecia!!!! muito legal ter a informação necessaria! e o melhor de tudo ajuda necessario nao e mesmo!!!!!
    que bom que mesmo tarde voce buscou ajuda! agora tudo vai melhorar amiga!
    sempre na torcida por voce
    beijos

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    1. Oi, Lu, muita gente não conhece, mas é uma doença bem comum.
      Vale lembrar que para diagnostica-la, é necessário descartar qualquer alteração na tireóide ou anemica… 🙂

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  2. Oi Cíntia, adorei a sua postagem, sabe que eu fiquei curiosa! Já tive problemas de depressão quando mais nova, mas na minha cabeça tinha ficado no passado, mas lendo sua postagem percebi que talvez ela possa ter voltado.. Sempre fico relutando pra ir ao médico. Não gosto de jeito nenhum.

    Obrigada por compartilhar sua história. E tomara que o tratamento tenha resultado em breve! Abraços

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    1. Eu também detesto médicos e por esse motivo relutei tanto à buscar ajuda. Mas o tempo é precioso e quanto mais rápido receber o diagnóstico e iniciar tratamento, mais rápido vai melhorar, então, deixa de bobeira e vá se consultar! 🙂

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  3. Oi menina, nossa que terror hein…
    Realmente é difícil de perceber tudo isso em uma pessoa, felizmente você, eu e outras poucas pessoas admitimos a mudança e corremos atrás de auxílio profissional.
    Minha mãe está com todos esses sintomas e + um pouco. Três médicos já passaram pra ela remédio, mas ela se recusa a admitir que sofre desse mal que pra ela não existe. Olha fica firme no tratamento, não deixe nada nem ninguém mudar seu pensamento decidido. Com certeza não será pra vida toda, então boa sorte e espero que abaixo de Deus os remédios possam ser bons.
    Beijos, : )

    http://papodemulherdetudoumpouco.blogspot.com.br/

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    1. Nossa, Lu, boa sorte com a sua mãe. Deve ser difícil lidar com a pessoa doente que não admite que está doente, né? Imagino o quanto deve estar sendo pra você, ter de lidar com o seu problema e o dela… que triste. Força, linda! Obrigada pela torcida. Um beijo.

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  4. Explicou de forma simples e didática, Cintia, muito obrigada por compartilhar!

    Talvez por ser comum, porém de difícil diagnóstico, muita gente por aí deve estar se tratando de forma incorreta e, infelizmente, não tendo melhoras…

    Espero que esse tratamento te traga melhoras!!!! E nunca é tarde demais: se demorou pra procurar ajuda, é porque a procurou no momento exato… Porque nada é por acaso…

    Beijos e boa semana!

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