Não agonize, organize!

 

Uma das coisas mais importantes que trabalhei em terapia, foi a procrastinação. Já falei inúmeras vezes sobre esse assunto, inclusive no vídeo que fiz com a minha psicóloga (assista aqui), expliquei um pouco como era meu processo procrastinador e o que sentia depois.

Claro, eu estava num quadro depressivo na época, mas de tanto procrastinar, acabou se tornando um hábito e, eu realmente não sabia o  que fazer.

Uma das primeiras coisas que a Dra Carla me sugeriu foi fazer listas… eu deveria mapear um planejamento para poder executar as tarefas que precisavam ser feitas:

  • 1 – Por onde começar;
  • 2 – Separação de tarefas entre o marido e eu (sim, independente de sexo, quem mora na casa, também deve ajudar nos deveres do lar);
  • 3 – Execução.

Além disso, como estava no meio de uma abordagem cognitiva, ela me sugeriu que eu fizesse “cartões de enfrentamento” para motivar a manter a nova rotina.

Resumidamente: “Cartões de enfrentamento” são lembretes que a gente escreve em fichas de arquivos, app de celular, caderninhos de anotações, auto-colantes, etc; com a finalidade de nos fazer sintonizar com os motivos de estarmos fazendo determinada tarefa. É uma forma de motivar-nos a fazer o que deve ser feito.

A Terapia Cognitivo Comportamental trabalha com a reeducação de pensamentos e de crenças distorcidas ou disfuncionais (por isso esses cartões de enfrentamento são bastante utilizados).

Embora a maioria das pessoas não se dão conta, toda e qualquer emoção é acompanhada por determinados pensamentos. Muitas vezes, isto é difícil de se detectar porque as emoções podem se alterar muitas vezes ao longo do dia, parecendo surgir do nada e à mercê da vontade. 

 

O treinamento comportamental para mudança de hábitos leva a gente a ter controle sobre fatores que antes nos causavam impotência. Este treinamento traz resultados rápidos. Claro, essa “rapidez” depende da motivação de cada um e também, dos passos a serem planejados em conjunto entre o paciente e a terapeuta.

Algumas questões que usei para criar meus cartões e listas de tarefas:

  • 1 – O que mais me incomodava?
  • 2 – O que eu queria mudar?
  • 3 – Como eu me sentia quando deixava de fazer o que era necessário?

Além da ajuda terapeutica/psicológica, lendo o blog Vida Organizada, acabei descobrindo a metodologia FlyLady e fiquei extremamente encantada com o método.

O site oficial da Fly é em inglês, mas existe uma versão nacional, no blog FlyLady Brasileira. Não sei se ela é representante oficial, mas a abordagem é super na íntegra. Entender que eu podia separar a casa em zonas e, criar rotinas curtas para limpeza e organização, foi libertador! Eu comecei aplicar algumas coisas que aprendi e vou mostrar mais detalhadamente nos próximos posts, ok?

Devido à necessidade do declutter (“destralhamento”), comecei pesquisar sobre como se desfazer das tralhas e acabei caindo em alguns blog`s interessantes que tratam da temática organização e minimalismo. Dentre os vários blogs que encontrei, existem dois que ficaram no fundo do meu coração: The Busy Woman and The Stripy Cat, que dentre os post`s maravilhosos, nos presenteou com o relato de suas experiências em destralhar a casa e destralhar a vida; e o Minimalizo, cuja tag “desapego“, tem informações riquíssimas.

Aos poucos, vou mostrando para vocês, como está sendo esse processo todo na prática, espero que gostem.

Gratidão pela presença de todos!

2 Comentários


  1. adorei seu post!
    tenho pensado muito em algumas mudanças para 2015 e vendo o seu post me fez querer ainda mais essas mudanças e me organizar melhor!!
    beijos

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