Obesidade e os fatores psicológicos que nos cercam

Em outubro de 2012, eu já havia emagrecido bastante quando comecei sentir que não estava no controle. Eu me alimentava corretamente, praticava atividade física regularmente, mas não estava sendo suficiente.

Acontece, que mesmo após perder bastante peso, eu sentia um buraco no estômago o tempo todo.

Veja bem: Se eu me alimentava corretamente e na hora certa, não deveria sentir fome, certo? Sim! O tal “buraco no estômago”,  estava com fome emocional.

 

Eu pensava:Minha vida é boa, sou amada, tenho um bom trabalho, tenho saúde, estou emagrecendo… afinal de contas, do que eu teria fome?

E eu não conseguia me responder. Busquei ajuda da psicóloga Dra. Carla, descobri muitas coisas à meu respeito e finalmente, de onde vinha a minha “fome”.

Pensei: Puxa, agora que entendi o que me dá esse tal “buraco no estômago”, eu vou emagrecer! (Sabe de nada, inocente!) rs…

Depois de algumas descobertas importantes pra mim, fiquei um tempo longe da terapia. Primeiro porque faltou tempo, depois faltou grana, depois, minha psicóloga teve um bebê e entrou de licença… (Quantas desculpas mais eu poderia inventar?).

E então, certa manhã, em meados de dezembro, acordei me sentindo mal: meu peito apertava. Me encarei no espelho deprimida, a olheira estava funda, a boca seca, a pele pálida e uma vontade imensa de voltar pra cama e chorar até dormir de novo. Encarei o espelho de frente e fui sincera comigo mesma: eu não voltei pra terapia, simplesmente porque tive medo. Medo de confrontar as dores que tenho guardadas.

Recentemente eu li um livro da Cristina Cairo, chamado “Acabe com a Obesidade” e, durante a leitura, descobri que a obesidade domina pessoas “medrosas”. Que a gordura é o casulo que conforta e esconde o medo e as carências. Eu ainda vou escrever um post especial sobre esse livro, para que vocês consigam compreender o porque eu acredito e concordo com ela…

A questão é, que após receber um e-mail muito especial, de uma pessoa que nunca me viu, mas que me conhece mais que muita gente que convive comigo, eu comecei a refletir e tomei algumas decisões sobre minha vida online, o canal, o blog e sobretudo, eu mesma. E resolvi agir. Eu preciso confrontar meus medos, eu preciso me enfrentar!

Não ter vontade de sair de casa, não querer ver gente, não sentir vontade de conversar, chorar a toa e se entupir de comida, para tapar um buraco que parece nunca fechar, não é normal!


Depressão se trata!

Enquanto escrevia esse relato, me lembrei deste post que escrevi no final de 2013. Relendo aquele post, tive a nítida certeza de que sozinha eu não consigo. Eu já tentei seguir sozinha uma vez, não vou cometer o mesmo erro.

E se você leu até aqui e se identificou com o texto, procure ajuda! Não tenha medo ou preconceito como eu tive. Se não fosse isso, talvez eu já até estivesse bem…

O telefone do psiquiatra está ao alcance dos meus olhos. De hoje não passa, marcarei a consulta.

Coragem!

PS.: Repostei os vídeos da entrevista que fiz com a minha psicóloga. Se não viu ainda, acredite: vale o clique. Enjoy!

 

4 Comentários


  1. nossa como ajuda psicologica ajuda tanto a gente quando queremos emagrecer ne!
    depois da cirurgia eu vou toda semana e isso ajuda muito!!!!
    beijos amada

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  2. Lindona, a psicoterapia me ajudou demais. Me fortaleci bastante com ela. O mais difícil você já encontrou que é uma terapeuta que você se identifique.
    Beijos e sucesso sempre!

    Responder

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