Psiquiatra Fail: quem nunca?

Conforme comentei no último post, troquei de psiquiatra.

O fato de o médico não ter me dado suporte, foi apenas um fato secundário para minha decisão. Eu iria de qualquer maneira procurar uma segunda opinião, porque o diagnóstico que o primeiro médico deu, não era condizente com os sintomas que eu havia passado para ele.

Há um certo tempo, eu me sentia deprimida o tempo todo, fazia apenas o que precisava ser feito (à contragosto) e, comecei a me isolar socialmente. Alguns dias sentia muito sono, em outros, sofria com insônias noturnas. De qualquer maneira, eu estava sempre cansada e desmotivada para fazer qualquer coisa que fosse… Tudo estava absolutamente difícil pra mim (o que me causava uma certa irritabilidade). Comer me confortava, mas a sensação de prazer durava bem pouco. Faltava entusiasmo diante da vida, sabe? Um horror! Definitivamente, eu não estava normal e algo deveria ser feito. Foi isso o que me fez passar em consulta pela primeira vez, conforme relatei neste post.

O diagnóstico veio após 15 minutos de conversa. Desculpe, mas 15 minutos não é suficiente para o diagnóstico de um problema tão complexo quanto o transtorno bipolar. Sim, esse foi o diagnóstico que ele me deu. Ele me explicou um pouco sobre a doença e, ainda atordoada, acreditei nele. Saí do consultório e já adquiri os remédios porque tudo o que eu pensava era: “Eu preciso melhorar. Eu só quero melhorar!!!

Contudo, passado o choque inicial, eu comecei a pesquisar sobre a doença e constatei que eu não poderia ter essa doença, porque simplesmente nunca tive crise eufórica nenhuma! Comecei conversar com outros profissionais que conheci na web e, percebi que todos eles têm uma coisa em comum: Antes de dar qualquer diagnóstico sobre doenças complexas como esta, eles preferem fazer um acompanhamento maior com o paciente: dão questionários mais precisos, pedem exames de sangue, testes, etc…

Eu comecei ficar muito incomodada com a situação e por inúmeras vezes, tentei falar com meu médico (que nunca retornou minhas ligações).

Os remédios que ele me passou, substituiu o desanimo e tristeza que eu sentia, por raiva.

Eu comecei a ficar extremamente intolerante com tudo! Sentia raiva com frequência. Qualquer coisa me irritava (como se eu tivesse em constante TPM, sabe?). Comecei a ter atitudes pessimistas. Até que durante a terapia, minha psicóloga me deu um toque: “Você tem que falar com seu psiquiatra o mais breve possível, Cintia… tem que explicar para ele os efeitos que esses remédios têm lhe dado, porque, realmente, você não está no seu normal e é importante que ele saiba disso o quanto antes.

A minha psicóloga já me conhece há pelo menos uns 3 anos. Óbvio que ela não diria isso à toa. Uns dias depois, os remédios começaram a me fazer passar mal, muito mal… então, mais uma vez, tentei falar com o médico e, novamente não tive resposta. Sendo assim, abandonei os remédios de vez e marquei consulta com um outro psiquiatra. Desta vez, um médico indicado por pessoas de minha confiança.

Mais uma vez, eu tive de sentar diante de um estranho e contar a minha história. Nunca é fácil fazer isso… Mas pelo menos desta vez, fui ouvida e questionada com maior minúcia.

Antes de me dar o diagnóstico, ele me explicou didaticamente o que eu tinha e o que o levava a dar o meu novo diagnóstico. Sim, eu estava certa: não tenho transtorno bipolar (em breve escreverei um post explicando o que eu tenho).

Eu adorei esse novo médico. Ele foi ético (pois em momento algum apedrejou o profissional anterior), foi humilde, explicando que, por mais que tivesse experiência, ele sempre preferia ir com calma com os remédios e o melhor: me deu um cartão onde havia todos os contatos dele (site, e-mail, telefones) – Thanks God!

Então, galera, se um dia for a um psiquiatra, não saia do consultório dele sem tirar todas as dúvidas sobre seu diagnóstico, sobre como os remédios que ele te receitar vão agir no seu organismo, sobre que tipo de efeito colateral que terá e o mais importante, sem os contatos pessoais do profissional. Porque esses remédios são fortes e requerem acompanhamento profissional. Se o seu médico não passou credibilidade, procure outra opinião profissional, porque a ideia é que você melhore e não que tenha mais problemas, né?

E vocês, já passaram por algo parecido com algum médico(a)? Me contem nos comentários… Beijinhos!

6 Comentários


  1. nesse ponto sempre tive sorte com os meus medicos principalmente psiquiatra viu!!!!
    sempre que precisei estava de prontidão a me atender!!!!
    que bom que encontrou outro e alguem pronto a te atender!
    agora e seguir as orientações e pronto! tudo se resolve!
    beijos amda

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  2. Infelizmente fiquei dois anos presa a um psiquiatra que quase me matou, literalmente! O que é isso? Mueei de profissional e agora passo horas no consultório do novo médico e me sinto bem em apenas dois meses de tratamento. Fez bem em trocar de médico e de expor sua experiência aqui! Fiquem ligados pessoal! Beijinho

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    1. Pois é, Fabi, já conhecia sua história com os médicos. Que coisa! Bom, pelo menos a gente se deu conta antes que fosse tarde demais, né? Um beijo.

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  3. Ainda bem que você desconfiou e não se acomodou. Foi atrás de uma segunda opinião e comprovou que sua intuição estava correta. Espero de verdade que esse psiquiatra seja o profisisonal que vc precisava pra chamar de seu. ehehehehh um beijão Cintia

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