Simplicidade Voluntária

Aproveitando que é início de semana, gostaria de deixar uma ótima reflexão pra vocês – e NÃO é sobre emagrecimento… 😉

Embora algumas vezes as redes sociais me cause irritação, vergonha alheia, embaraço, etc… tenho também gratas surpresas – como por exemplo, conhecer pessoas bacanas, com quem acabo descobrindo coisas maravilhosas sobre a vida e, adquirindo informações e conhecimentos relevantes e importantes – tanto para meu crescimento como pessoa, quando para a busca pessoal de mim mesma…

Em uma dessas gratas surpresas, conheci a Ana Brasil. Ela não tem blog (pelo menos, não que eu saiba hehehe) mas é administradora de um grupo de discussão – M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.O  no Facebook, chamado “Simplicidade Voluntária” – que segundo o grupo, consiste em “fazer um esforço consciente para descobrir o que realmente é importante e abrir mão do que é supérfluo”.

Se você nunca ouviu falar em S.V. peço a gentileza que veja o vídeo abaixo para entender melhor:

E recomendo fortemente a leitura “A diferença entre vida simples, simplicidade voluntária, minimalismo e frugalidade“.

Ao contrário do que você possa pensar, não se trata de um grupo de pregações anti-capitalistas. Pelo contrário. Os praticantes e adeptos da Simplicidade Voluntária, são pessoas esclarecidas e conscientes de que vivemos em um mundo capitalista e, que por isso mesmo, tem de se conscientizar cada dia mais de que, a felicidade não está nas coisas e sim nos pequenos prazeres que vivenciamos. Não é abrir mão das coisas que te faz feliz, mas libertar-se das coisas que poderiam impedi-la de viver algo que te faça feliz. Consegue perceber a diferença?

As pessoas não se dão conta de que tudo o que elas precisam é viver.
E para viver e ser feliz, não é necessário ter o último modelo de celular, nem o carro do ano, muito menos um emprego onde você possa se exibir para as pessoas pelo belo cargo que tem, mas que te prende 14h por dia.
Um adepto do S.V. não precisa de muita coisa para ser feliz. Tudo o que precisam deve caber numa mochila e no coração.

Antes que alguém me ache hipócrita e peça para eu doar meu salário, preciso dizer que não escrevi esse post com nenhuma pretensão de sugerir à vocês que se desfaçam de seus bens e virem hippies viajando pelo mundo com 300 dólares no bolso, ok? Simplicidade Voluntária não tem nada a ver com isso.

Meu intuito é que vocês reflitam…

Cuidem para que seus filhos não sejam escravos de bens materiais. Ensine às crianças o real conceito de felicidade. A felicidade não está no passeio ao Mc Donald’s, nem no brinquedo da moda, no tênis de marca ou no vídeo game mais moderno… sejam menos superficiais e eles aprenderão com seu exemplo.

Qual foi a última vez que levou seus filhos para fazer um Picnic?
Qual foi a última vez que fez amor com seu marido/esposa, após um bom tempo de preliminares?
Qual foi a última vez que andou descalça pela grama ou, que se deitou no chão para olhar as estrelas no céu enquanto esvaziava a mente? Qual a última vez que realizou um sonho? Ou que leu um livro sentada debaixo de uma árvore?

Percebe quantas coisas deixamos de fazer por falta de tempo ou, de qualidade de vida?

Bom, é isso… se quiser saber um pouco mais, leia o livro. AQUI tem uma resenha bem bacana sobre ele.

9 Comentários


  1. Oi, Cíntia! Gostei demais do seu post. Acho que tem tudo a ver com o assunto "emagrecimento", porque se nós estamos como estamos, na maioria das vezes é por darmos valor demais a comida. Isso de simplicidade também serve pra comida. Comer apenas o essencial, o necessário. Parabéns, pelo post! Nunca tinha ouvido falar desse assunto… 🙂

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  2. Aqui onde vivo, em Montreal, é um conceito bem difundido. Eu já praticava no Brasil sem saber que tinha um nome. Depois que me mudei pro canadá descobri a tal da "Simplicité Volontaire". Meu marido é da mesma filosofia, acho que por isso somos felizes juntos. 🙂
    Uuse e abuse desta sa SV! Beijocas e ótima semana! 🙂
    Carla Pancha

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  3. Bom dia Cintia. Puxa eu nunca tinha visto isso. Vou me inteirar do assunto porque achei muito interessante mesmo!!! Diante do mundo de hoje temos mesmo que mudar nossa forma de pensar… bjos e ótima semana

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  4. É verdade…

    A felicidade é simples….

    E não tem nada a ver com bens materiais…

    Ótimo texto!!

    Simplicidade faz bem pra alma!!!

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  5. Oi, Cíntia! Adorei o post e acabei pedindo para entrar no grupo do face, acredito que tenha bons assuntos por lá. Obrigada por ter tocado nesse assunto e por ter postado esse vídeo, me inspirou ver exemplos de pessoas que fizeram isso de fato. Eu quero cada vez mais ser livre e ficar longe de excessos e supérfluos, em vários setores da vida. Acho que estou me encontrando assim., me sinto mais leve, tenho menos coisas, mas me sinto como se tivesse muito mais, porque tenho paz. E isso basta!
    Beijocas, Nely

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  6. Oi, Cintia! Vi seu comentário no meu blog! Obrigada!
    Esse vídeo que publiquei o link acima, o Servidão Moderna, apesar de ter cenas fortes, é muito real, mostra como o mundo vem vivendo de uma maneira doentia. Eu recomendo à todos que o assistam de olhos bem abertos, afinal mais claro que isso, impossível.
    Eu sigo a filòsofa Viviane Mosé, no facebook e uma vez ela foi aos EUA com o filho e analisou como a sociedade americana se comporta e fez uma analogia com a maneira que o mundo aje:
    "Não é da cultura americana que falo mas de um modelo de mundo que ainda predomina, o modelo do consumo. Este tema hoje me atravessa a garganta porque estou no olho do furacão, nunca imaginei nada igual. E isso me envergonha como ser humano. Cegos, comemos sem digerir; com uma imensa boca aberta, como uma criança carente, comemos as plantas, os animais, as pessoas, as relações, os afetos. Comemos sem digerir, e vivemos uma coletiva indigestão. Depressão, ansiedade, compulsão, psicopatia, dispepsia psíquica. Há mais de duzentos anos estamos assim, até que a terra exaurida, a cultura exaurida entre em colapso como agora. Vivemos uma radical crise econômica, ambiental, social, ainda bem. Muito bem vinda esta crise de valores; neste caos contemporâneo está em nossas mãos reinventar o homem e o mundo ou não haverá homem nem mundo. Mas é preciso coragem. É preciso reaprender a ver.

    Deixo vocês com um trecho da Hilda Hilst: "ganhar dinheiro e usa-lo para aprender a olhar, quem o faria? Tão poucos os que se detém na raiz, o olhar alagado de vigorosa emoção, estou vivo e é por isso que o peito se desmancha contemplando, o coração é que contempla o mundo e absorve matéria do infinito"
    Quanto de infinito cabe em você? Esta é a grande pergunta, você cultiva vazio ou enche o copo sempre até a borda?"

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